Como assistência tiveram um carro de apoio da Sociedade Recreativa Cacelense, conduzido por Adriano Gonçalves. As Juntas de Freguesia de Santa Maria de Tavira e Vila Nova de Cacela também se associaram a esta cicloperegrinação, ofertando placas comemorativas. Partiram de Tavira na manhã de quinta-feira, dia 7 de Junho, com tempo bom para a prática do ciclismo, em direcção a Beja, numa distância de 145 quilómetros, passando por Vila Nova de Cacela, Castro Marim, Odeleite e Mértola, sendo acompanhados, somente nesta etapa, pelos cicloperegrinos de Vila Nova de Cacela, José Roberto e António Manuel Norberto. Chegados a Beja, e depois do banho retemperador, seguiu-se o almoço convívio, motivo para reviver pequenas peripécias da viagem. Houve depois tempo para participar na Eucaristia e procissão do Corpo de Deus e ainda para visitar a cidade. No segundo dia, sexta-feira, dia 8 de Junho, também com bom tempo, que sempre os acompanhou, fizeram-se à estrada para chegar a Mora após 145 quilómetros, deixando para trás Cuba, Alvito e Montemor-o-Novo. Ao fim da tarde, em Mora, aproveitaram para conhecer a localidade e visitar o Fluviário de Mora, onde se pode fazer uma viagem ao longo do curso de um rio, conhecendo espécies, algumas já desaparecidas dos estuários, e diferentes tipos de habitats. No sábado, dia 9 e terceiro dia, percorreram 150 quilómetros, de Mora a Fátima, passando por Azervadinha, Coruche, Alpiarça, Golegã e Ourém. Chegados a Fátima, depois do retemperador banho e jantar, distribuíram-se lembranças alusivas ao evento. À noite todos rumaram ao Santuário, e cada um teve oportunidade de participar nas cerimónias religiosas. O domingo, dia 10 de Junho, foi dedicado ao regresso, após participação, logo de manhã, na Eucaristia dominical, na Basílica do Santuário. "Peregrinar não é apenas fazer caminho, deslocar-se de um lado para o outro. Peregrinar, mais que uma deslocação exterior, pressupõe uma deslocação interior. É ir à procura de um modelo, à luz de Deus. É um esforço para nos aproximar desse modelo. Portanto, peregrinar não é fazer turismo, ou, no nosso caso, cicloturismo", explicam os participantes, com esperança de para o ano poder voltar a repetir a iniciativa. Este grupo, desde 1997, vem concretizando o objectivo de pedalar anualmente de Tavira até Fátima, conciliando a prática do cicloturismo com o lado espiritual.