De facto, que é o que vemos por esse mundo fora, pelas nossas comunidades, pelas nossas paróquias? Tanta gente com uma incipiente e leve película de catequese que não teve continuidade… Daí que ressalte à vista a necessidade de uma pastoral não só de manutenção mas sobretudo de contínua evangelização.Sim, muitas vezes, queremos começar pelo telhado antes das paredes… Convém também ter em conta que catequizar tem de ser concomitantemente evangelizar. Catequese não é apenas dar o programa, saber coisas, mas é um saber pessoal, um saber de afecto, um saber a tocar o íntimo… Pois Jesus Cristo não é uma doutrina mas uma pessoa, Jesus Cristo é amor. E o amor não se ensina, descobre-se, sente-se e vive-se.Daí que, para ser formador ou catequista, não basta saber a doutrina, é preciso ser alguém convertido e apaixonado por Cristo. É preciso essa experiência íntima, essa relação pessoal que transforma a vida… É este, sem dúvida, o ponto fundamental, é este, de certo, o segredo para o verdadeiro êxito do trabalho catequético.De outra forma acontece que as crianças vão para a catequese, aprendem umas tantas coisas, são avaliadas, passam e vão fazer a comunhão. Ponto final… o mesmo sucede ao fazerem o Crisma, fazem-no e acabou-se… Quando chegam ao casamento voltam à Igreja, e pronto… Graças a Deus que, ultimamente, se têm intensificado os cursos de formação religiosa, mas convém não esquecer que de pouco serve uma cultura cristã, sem a verdadeira conversão cristã.