Após o acolhimento pelas 10 horas, seguiu-se uma reunião presidida pelo Bispo do Algarve, D. Manuel Quintas que fez uma sumária avaliação sobre o programa pastoral referente ao ano 2004/2005, salientando, por um lado, o que foi realizado no cumprimento dos objectivos propostos e, pelo outro, referindo os aspectos que deverão ser tidos em conta, para o futuro, apresentando também as respectivas sugestões para o próximo programa pastoral. Fez ainda algumas reflexões sobre a aplicação da Concordata e com o diácono Luís Galante prestou todos os esclarecimentos solicitados por alguns párocos e terminou dando algumas informações sobre vários eventos eclesiais diocesanos, lembrando o 50º aniversário da ordenação sacerdotal dos padres Joaquim Soares e António Campos a acontecer no próximo mês de Agosto. Pelas 11 horas, D, Manuel Quintas presidiu à concelebração Eucarística, tendo proferido uma homilia sobre a Eucaristia, o Sacerdócio e a Comunhão Eclesial, reflectiu, em síntese, textos de João Paulo II e Bento XVI sobre o tema referido, servindo-se do seguinte esquema: 1 – Herança de João Paulo II e as exortações de Bento XVI; 2 – Eucaristia e Sacerdócio, na Comunhão Ecclesial; O testamento missionário de João Paulo II, a mensagem de Bento XVI. Num perfeito e alternado entrosamento do pensamento de João Paulo II e de Bento XVI, sobre o esquema referido, o Bispo do Algarve procurou, com muita simplicidade e clareza, incutir nos presentes a importância e a necessidade de todos procurarem “redescobrir a amizade com Cristo, fazendo dela a chave da nossa existência sacerdotal”, procurando, igualmente, viver em sintonia com Cristo, pois, “o segredo de uma vida sacerdotal genuína é o amor apaixonado por Cristo que conduz ao anúncio apaixonado por Cristo…”. De seguida acentuou a importância de uma espiritualidade Eucarística cuja vivência faz com que “Cristo continue a falar-nos, também nos dias de hoje, coração a coração”. E continuou: “as palavras da consagração Eucarística modelam-nos e transformam-nos, constituindo, uma fórmula de vida”. Concretizando como deve ser a espiritualidade sacerdotal disse que é de relação e de amizade; é oblativa em união com a caridade do Bom Pastor, é transformadora porque faz de nós um sinal claro do próprio Jesus, é mariana porque aprendida na escola de Maria, é comunhão eclesial, é ministerial, ou seja, de serviço, é missionária e Eucarística, sempre imbuída de acção de graças, de quem se sente amado pelo Senhor e por quem o quer amar totalmente e fazer com que Ele seja amado por todos. Prosseguindo a citar e a comentar, referiu que a vida sacerdotal “está centrada na Eucaristia, como mistério pascal que se anuncia, se celebra, se vive e se comunica aos outros…”. Assim, “se não experimentarmos a intimidade com Cristo, a identidade e a existência sacerdotal atenuam-se e deste modo já não encontramos sentido para a nossa vida”. A este respeito D. Manuel Quintas afirma, citando o discurso de Bento XVI aos sacerdotes e diáconos da diocese de Roma, que “a intimidade com Cristo é uma prioridade pastoral; por isso, o tempo para estar na presença de Deus, em oração, é uma verdadeira prioridade pastoral, em definitivo, a mais importante”. Depois, continuando a comentar o discurso acima referido, falou do relacionamento do sacerdócio com a Eucaristia que fundamenta a relação com a Igreja como corpo eclesial de Cristo. E referiu a importância da comunhão eclesial escutada na obediência… sublinhando também que o amor a Cristo e à Igreja aprende-se na intimidade com o próprio Cristo, presente na Eucaristia…”. E terminou referindo-se, respectivamente à Mensagem de Bento XVI na inauguração do seu pontificado. A primeira constitui o verdadeiro testamento missionário de João Paulo II, que nos convida a imitar Cristo, “Pão partido” e por isso todos os apóstolos de Cristo deverão ser também “Pão partido” para toda a humanidade de modo que todos vejam neles o próprio Cristo… A mensagem de Bento XVI que recorda a exortação de João Paulo II na inauguração do seu pontificado insiste na abertura das pontes da nossa vida à amizade de Cristo… Por fim, citando mais uma vez o discurso de Bento XVI, o Bispo do Algarve afirmou que “a vida Eucarística, sacerdotal e missionária, na comunhão da Igreja, aprende-se vivendo no cenáculo com Maria, Mãe de Jesus e também nossa Mãe, a Senhora da Orada em cuja ermida nos reunimos e cuja protecção solicitamos tanto para o nosso trabalho apsotólico, como para a nossa existência pessoal”. Seguiu-se um almoço oferecido pela vigararia de Albufeira, em Paderne e uma visita às construções de areia em Pêra e aos campos de golfe.