Às 17 horas em ponto chegava ao Mosteiro de Nossa Senhora Rainha do Mundo a carrinha, oriunda da diocese de Beja, transportando o imponente relicário com as relíquias da santa carmelita. À sua espera, além da multidão de cristãos anónimos, estava o vigário geral da diocese algarvia, o padre Firmino Ferro, em representação do Bispo diocesano, ausente em Fátima a participar na assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa. Para além do representante de D. Manuel Neto Quintas estavam ainda presentes o cónego José Pedro Martins e os padres António Rocha, Carlos de Aquino, Joaquim Nunes, Mário Barbosa, Mário de Sousa e Rui Guerreiro, bem como o diácono Luís Galante. No meio dos muitos presentes, entre os quais muitas religiosas e religiosos da diocese do Algarve, era notório o grande número de crianças, o que não é de admirar uma vez que as escolas EB 1 da zona (Patacão, Mar e Guerra e Mata Lobos) encerraram mais cedo para trazer os alunos à chegada das relíquias. Acompanhando o relicário vinham os padres carmelitas descalços, Agostinho Leal, Alpoim Portugal e Jeremias Vechina, assim como uma representação da associação Arautos do Evangelho da diocese de Lisboa que ajudou a animar os momentos celebrativos. Transportadas para o interior da capela pelos membros do Motoclube de Faro, as relíquias de Santa Teresinha foram saudadas pelos cristãos algarvios com salvas de palmas e pétalas de rosa.“ É com júbilo que a nossa diocese do Algarve dá as boas vindas às relíquias de Santa Teresinha”, foram as palavras com que o padre Firmino Ferro acolheu o relicário, antes do início da oração de vésperas. Já no decorrer da celebração, o vigário geral da diocese algarvia lembrou que “a Igreja sempre venerou as relíquias dos seus mártires e santos ao longo de toda a sua história”, acrescentando: “é importante que nós saibamos fazer memória das coisas boas que nos sucederam no nosso passado”. No entanto, esclareceu o padre Firmino Ferro, lembrando a Nota Pastoral dos Bispos portugueses a propósito desta visita, “as relíquias mais precisosas de Santa Teresinha são os seus escritos espirituais”. Na Eucaristia que se seguiu à oração de vésperas, o vigário geral e presidente da celebração, clarificou um dos objectivos da veneração. “Frente às relíquias de Santa Teresinha somos a contemplar a sabedoria de Deus expressa na sua vida”, afirmou, acrescentando que “Jesus foi para Santa Teresinha um Mestre com quem ela aprendeu a ciência do amor”. “Esta perita na ciência do amor viveu o mistério da Eucaristia e alimentou em Jesus eucarístico a energia da sua caridade”, salientou, voltando a sublinhar uma expressão dos Bispos Portugueses no documento já referido. Contudo, a motivação maior da veneração aos restos mortais de Teresa de Lisieux seria ainda destacada pelo vigário episcopal. “Santa Teresinha viveu numa irradiação transparente que nos faz viver a necessidade interior de exercermos a nossa vocação baptismal, anunciando e vivendo da palavra de Deus e pondo a render os nossos dons e carismas ao serviço da comunidade e do bem comum. Hoje, concerteza Santa Teresinha intercede junto do Pai para um novo impulso missionário, tão necessário, para toda a Igreja, particularmente na nossa diocese do Algarve”, concretizou o padre Firmino Ferro. Também a madre superiora do Carmelo de Faro, a irmã Maria do Carmo, dirigindo-se aos presentes, Madre Maria do Carmo desejou “que este acontecimento fosse um despertar dos jovens para o amor de Deus”. Na celebração da Eucaristia esteve ainda presente o presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário.