Os cânticos foram interpretados pelo coro paroquial da Sé de Faro, sob a direcção de Carlos Oliveira que, como presidente da Cáritas Diocesana, se referiu ao sentido desta iniciativa. O padre Manuel Oliveira Rodrigues pronunciou uma intervenção sobre as motivações do piedoso acto, o reviver o Sacrifício da Redenção, sufragando a alma de quantos faleceram há um ano, referindo que: «somos a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo e, pelo nosso Bispo, estamos unidos aos nossos irmãos de todo o Mundo». Na sua homilia, o Bispo do Algarve, D. Manuel, destacou o sentido da celebração e de a mesma ocorrer no dia de Santo Estevão, o primeiro Mártir a dar a vida pelo Cristianismo, referindo que a tragédia do tsunami (com mortes que atingiram mais de metade da população do Algarve) «são situações que nos interrogam e nos ajudam a interrogar sobre os projectos de Deus para com a Humanidade». D. Manuel deu graças a Deus «pela resposta generosa de tanta gente em todo o Mundo para minorar o sofrimento humano, gerando um tsunami de sentido contrário, o da reconstrução do destruído», frisando «a necessidade interior de sermos sempre solidários com os outros nos grandes e nos pequenos problemas, com gestos verdadeiros da nossa Fé e da nossa participação na Eucaristia, de acordo com o espírito evangélico».